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domingo, 17 de julho de 2016

"SACADAS IMPORTANTES"

                                                              REFLEXÕES
    Acho importante registrar aqui um pouco das minhas dificuldades e também de algumas "sacadas" importantes. Uma delas diz respeito a uma educação castradora em que fomos submetidos na infância e que hoje nos causam algumas limitações de expressão. Temos dificuldade em nos expressar, Temos vergonha de nos expressar em gestos, em mímicas, em danças, em cirandas, etc. Percebi que tenho timidez e por isso dificuldade para reproduzir os gestos, a configuração de mãos dos sinais, as expressões corporais, etc.
    Não sei se todos encontram essas mesmas dificuldades, mas eu percebo que até mesmo nas aulas de música temos dificuldade em nos expressar e isto talvez se reflita nas nossas práticas como professoras, onde muitas vezes optamos por um modelo tradicional pedagógico, por nos sentirmos mais confortáveis nesse modelo. Não precisamos sair da zona de conforto. Padronizamos nossa prática, com alunos enfileirados em classe, sem grandes movimentos em sala, com cópias de conteúdos e exercícios tradicionais.


 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

SOU OUVINTE! QUANTAS DIFICULDADES...

                                     
                                          SOU OUVINTE!! QUANTAS DIFICULDADES...
    Assisto os vídeos com uma sensação de encantamento! Como gostaria de ter toda aquela destreza com as mãos! Estou falando das minhas aulas de LIBRAS...Adoro!! Mas como encontro barreiras! Não sei o que fazer com essas mãos que me atrapalham ao invés de me ajudar! gostaria de ter aprendido a LIBRAS junto com o desenvolvimento da Linguagem. Acho que não teria nenhuma dificuldade pois a criança se insere naturalmente em tudo e não tem medo do erro, do desconhecido. As crianças se compreendem e naturalmente vão encontrando caminhos onde os adultos só vêem os obstàculos. Hoje me sinto excluída quando não consigo acertar os sinais e percebo o quanto é importante sentir- se incluída. Assistido aos vídeos e as palestras durante o curso nos damos conta que o importante não é perceber as diferenças e tentar á força integrá- las no mundo que consideramos como "normal", as diferenças na verdade são particularidades de cada ser humano que habita esse planeta. Cada um de nós traz suas peculiaridades, suas singularidades e a capacidade de ensinar ao outro o quanto podemos aprender uns com os outros!Não somos somente diferentes, somos também iguais na capacidade de aprender, desde que nos permitam ensinar como queremos aprender, de que forma queremos aprender! Porque não existe um molde, uma forma. Existem trocas e nas trocas aprendemos uns com os outros da melhor maneira que pudermos! E para aprender cada tem os seus instrumentos. Cada um de nós precisa ser respeitado e incentivado a construir a sua história,  sem rótulos, sem receitas prontas e sabendo das riquezas que cada história possui. Que ninguém queira mandar no aprendizado do outro! Que todos queiram aprender com o outro!E que as Leis criadas sejam cumpridas!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

APRENDER LIBRAS


Parece fácil. Mas não é. Na verdade esse aprendizado esbarra em muitas das nossas limitações.
Para mim, é na verdade muito difícil pois tenho uma grande dificuldade em coordenar os movimentos com as mãos. Tenho dificuldades motoras e de memorização dos movimentos. Em resumo, me atrapalho toda! E assim consigo compreender em parte, a angústia da pessoa que nasce surda em um mundo de ouvintes. Estar mergulhado em um mundo que lhe parece silencioso, mas que na verdade está imerso em sons que ele não compreende da mesma forma, apesar de ter uma enorme percepção de tudo que o cerca, mas não com o mesmo órgão. Para o surdo, os olhos e a pele são seus instrumentos de compreensão do mundo. O afago, o carinho, a visão do rosto de seus cuidadores são as linguagens que ele compreende muito bem. Mas as pessoas insistem em pensar que ele está isolado, que não compreende o que estão a lhe falar, mas não param para pensar que ele pode querer se expressar em uma linguagem própria, não aquela linguagem que querem que ele utilize porque foi convencionado como "normal". Seria tão diferente se o surdo fosse respeitado em sua linguagem.

domingo, 26 de junho de 2016

QUESTÕES NO FORUM

A edição número 41 da revista da Feneis (2011) traz em uma chamada as seguintes questões: 
Qual a melhor escola para as crianças surdas?
Existe cultura surda?
A escola bilíngue é segregacionista?
Questões de relevante importância para a Educação e que devem ser sempre refletidas e darem prioridade para que as comunidades surdas se manifestem. Que essas comunidades possam participar de toda e qualquer discussão que as envolvam. O Bilinguismo deve ser refletido como o melhor caminho para a educação dos surdos e para que os ouvintes possam aprender a se comunicar com os surdos. Deve ser como a aprendizagem de um segundo idioma para nós ouvintes.