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sábado, 2 de dezembro de 2017

TRABALHANDO A LITERATURA COM O PRIMEIRO ANO


HORA DO CONTO COM O PRIMEIRO ANO
BRUNA E A GALINHA D'ANGOLA




Gosto muito de trabalhar com esse livro para demonstrar o valor da ancestralidade, o respeito aos mais velhos e a diversidade cultural. Nesse dia propus que após a história contada pela professora, todos fizessem a Conquém para ter uma amiguinha com quem brincar. o diferencial é que as galinhas foram feitas a partir das mãozinhas dos alunos e colocadas no palito para que usassem como fantoches para recontar a história aos seus familiares .                                                                                                                         




MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA





                                                                                                                  
HORA DO CONTO COM FANTOCHES E AVENTAL

Durante esse trabalho que foi muito gratificante ver as crianças interagindo com os personagens e recontando a história, para exaltar a beleza da menina tive uma grata satisfação: minha aluninha que tem diagnóstico de autismo se interessou pelos personagens interagindo com os mesmos e os colegas.

TEXTO DE EDGAR MORIN

     
                              "AS CEGUEIRAS DO CONHECIMENTO, O ERRO E A ILUSÃO

    Em seu texto, Edgar Morin coloca que o conhecimento traz em si o risco do erro e da ilusão. Mesmo dentro do conhecimento o pré- concebido pode se instalar. Há o senso comum sobre o mundo e a realidade e o conhecimento é  sempre uma tradução de quem aprende.E essa maneira de traduzir o conhecimento pode ser permeada de erros ou de acertos. Um conhecimento científico precisa passar pela prova do tempo, porque novos conhecimento mais recentes podem por por terra os conhecimentos anteriores e tudo vai se reconstruindo através de novos conhecimentos. O que era aceito como verdade em outra época, já não o é na atualidade. E errar pode ser um caminho para o aprendizado porque o erro mostra o que precisa ser compreendido. Um dos erros do conhecimento é pensar que tudo já vem pronto, engessado e que só lhe é permitido ser passado a outro. Essa ilusão talvez seja a culpada por muitos professores se considerarem mestres do saber e sufocarem a curiosidade em seus alunos. A aquisição do conhecimento passa por essa ânsia de aprender, pela emoção de perguntar e descobrir, pela afetividade que traz a confiança e a possibilidade de aprender construindo e desconstruindo hipóteses.

https://moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=1354593

POSTAGEM DO MOODLE REVISITADA EM 03/12/2017


SÍNTESE SOBRE O TEXTO DE PAULO FREIRE



INTERDISCIPLINA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
ALUNA: DÉBORA TEREZINHA DA SILVA
TURMA C
EIXO VI
PROFESSORA: ROSARIA LANZIOTTI MORAES
                                                
                                                   À SOMBRA DE UMA MANGUEIRA



    Neste texto, Paulo freire enfatiza a relação dialógica como uma prática fundamentada na curiosidade. A curiosidade, a vontade de conhecer, de se relacionar com o objeto a ser conhecido e aprendido é inerente a vida e ao que está vivo. Ele se pergunta o que será o futuro em termos de interação social e na busca permanente do ser em construção, o sujeito histórico. O autor coloca que o ser inacabado se faz naturalmente um ser educável, porém precisa para isso ter consciência de ser inacabado enquanto processo e a curiosidade é o que o desafia a ser, a buscar, a compreender para explicar. Para Paulo Freire, somos seres questionadores por natureza e a nossa pergunta não pode ser calada por uma prática educativa castradora e que não permita ao aluno se manifestar. Que a prática pedagógica permita a pergunta, que o teórico possa se construir a partir do concreto no fazer científico. O autor ressalta que o espaço escolar e o projeto educativo sério, precisam ser pautados pelas perguntas, pelo envolvimento questionador do educando. Que através da observação, da investigação e da busca para se apropriar do objeto do conhecimento, o aluno se sinta como sujeito construtor e não manipulado pelo sistema. O papel do educador, reflete Paulo Freire é despertar a criticidade, a capacidade de pensar, de argumentar e não de tornar o aluno um ser instrumentalizado para obedecer às classes dominantes. Suas inquietações e indagações, também refletem sobre a necessidade de se valorizar o professor, enquanto profissional, com dignos salários e que possa se capacitar para que só então possa se lhe cobrar mais eficácia e eficiência.

TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO



 

   
 "RITUAIS DA ESCOLA FUNCIONAM COMO UMA ORGANIZAÇÃO INTERNA PARA ESSE ALUNO"
  
  O aluno com TGD, se beneficia muito com a inclusão em classe regular. Não podemos pensar que esse aluno, ao ser inserido na escola, não aprenderá matemática ou português como a sua turma. Para esse aluno é essencial um trabalho globalizado, desde o início. Com estratégias que o auxiliem e o preparem para a alfabetização, com todas as adequações que se possa fazer para auxiliar os alunos em sua aprendizagem, de forma lúdica e com recursos que o auxiliem a manter a atenção. Através da interação com o outro o aluno desenvolve habilidades sociais e cognitivas importantes para o seu desenvolvimento. A rotina, os combinados de turma e as regras escolares são um aprendizado para o aluno com TGD. Em minha turma de primeiro ano, tenho duas meninas com diagnóstico de autismo. Elas provocam mudanças em meu planejamento o tempo todo , pois nada pode ser determinado, mas tudo pode ser determinante para uma aprendizagem significativa. Muitas vezes, elas não aceitam o que planejei, porém, ofereço outras opções e logo posso ver, uma recortando ou pintando com tinta, demonstrando sua criatividade e a outra pegando os livros do Cantinho da Leitura, fingindo estar lendo para a turma e eu percebo o quanto cresceram nesse ano, o quanto interagem com a turma. E isso é aprendizagem. Expressão artística, oralidade e psicomotricidade estão sendo desenvolvidas ali, mesmo que eu tenha que mudar minhas estratégias e meu planejamento. A minha sala de aula se beneficia com as diferenças.

https://moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=1351078
POSTAGEM DO MOODLE REVISITADA EM: 03/12/2017

SUJEITOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

QUEM SÃO OS SUJEITOS DA EDUCAÇÃO COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS?

        As divisões, para fins de estudo, dos alunos que estudam em classes regulares, mas são atendidos pela Educação Especial, me proporcionaram ver mais claramente quem são esses estudantes, porque muitas vezes rotulamos a todos com um mesmo rótulo, sem discernir e distinguir cada especificidade. São divididos assim: 
        - sujeitos com deficiência
        - sujeitos com transtorno global do desenvolvimento ( TGD)
        - sujeitos com altas habilidades / superdotação
    Os alunos com deficiências podem se dividir em deficiência física, sensorial, intelectual e múltiplas
    A Interdisciplina traz uma importante questão para reflexão: Quem são esses sujeitos? Importante porque para incluir, precisamos conhecer o aluno e suas especificidades. Já tive a oportunidade de ter em minha turma de primeiro, há alguns anos atrás, um aluno com altas habilidades, que sabia ler aos cinco anos de idade, mas que foi considerado deficiente por uma professora no segundo e que o reprovou porque " não copiava". Por isso acho muito importante que os professores conheçam seus alunos, não rotulem e observem o cotidiano desse aluno, sua conduta na turma, sua interação com os colegas e que ele seja avaliado de forma global e individual, porém em todos os aspectos de sua aprendizagem.
    O vídeo da médica Izabel Maior nos faz compreender o quanto o diferente, pode ser considerado patológico em nossa sociedade. Será que as escolas e os professores estão preparados para acolher o diferente? Para , apesar das deficiências, proporcionar ao sujeito que as possui a oportunidade de se desenvolver de forma positiva e autônoma? são questionamentos para os quais o cotidiano escolar precisa encontrar as respostas.

INCLUSÃO

ANALISANDO O VÍDEO : A Política Nacional para a Educação Inclusiva: Avanços e Desafios

      A frase " Uma boa escola não é aquela que tem um ensino diferenciado, é aquela que ensina para todos" que me chamou a atenção no vídeo proposto pela Interdisciplina Educação de pessoas com necessidades educacionais Especiais, a princípio chocou- me porque se eu pensar que minha escola deve ensinar para todos por que muitas vezes não conseguimos ensinar? Por que tantas colegas e eu mesma já fiz um planejamento diferenciado, com " um outro olhar", para meu aluno com laudo? E agora alguém me diz: " Nada de currículo adaptado, nada de avaliação adaptada!  Porém, apesar do choque inicial, percebo que eu sempre quis trabalhar dessa forma porque achava que o tal currículo diferenciado não fazia meu aluno aprender, nem lhe proporcionava algum desenvolvimento, pois muitas vezes as tarefas se repetiam exaustivamente da mesma forma enfadonha. Lembrei de uma aluna de inclusão, com laudo de deficiência intelectual leve, que tive em uma turma de quarto ano, há alguns anos atrás, que não se enquadrou em uma turma de Aceleração, pelo Programa Acelera Brasil, do Instituto Ayrton Senna porque para essa classe não se admitia alunos com laudo, mas sim com  histórico de reprovações. Pois bem, resolvi auxiliar essa aluna de uma forma diferente porque ela já tinha passado por muitos e muitos exercícios de cópias e famílias silábicas sem ter obtido um bom resultado, então comecei a trabalhar com grupos de leitura e escrita na turma e sempre a colocava junto de colegas mais desenvolvidos nesse quesito para que a auxiliassem e em todos os trabalhos que tinha ela sempre participava ativamente no grupo, se esforçava para acompanhar as leituras e as meninas da classe a ajudavam muito. Parece que as crianças tem uma maneira peculiar de se entenderem porque essa menina não só começou a desenvolver a leitura, mas levantou sua auto estima pois era exímia desenhista e era ela que fazia os desenhos para a turma, quando precisavam apresentar cartazes. Claro que ela ainda precisava de muito auxílio para desenvolver sua competência leitora, porém ela acompanhou muito bem a turma nos anos seguintes, completando sua alfabetização.Esse caso, que recordei, enquadrou-se bem no que os professores afirmavam no vídeo sobre o que é a Educação Inclusiva.



APRENDIZAGEM E CONHECIMENTO ESCOLAR

                           
                                     Sobre o vídeo do professor argentino, José Antonio Castorina

    O professor reflete sobre o conhecimento escolar ser objeto de estudo e pesquisa da Psicologia Genética, analisando que a prática didática e os processos de aprendizagem precisam ser alvo de pesquisas, tal como o é a aprendizagem antes de chegar nos espaços escolares. Como essa criança atinge o conhecimento? Quais os processos e sinapses que acontecem em seu íntimo que são ferramentas para solucionar os problemas apresentados e o quanto isso é importante de ser objeto de estudo, não só no momento que antecede a escolarização, mas também que nesse período se possam continuar investigando e pesquisando como esses processos vão se formando ao longo da vida escolar da criança. E muito importante, é que no dizer do professor, os alunos devem ser observados, não só nos momentos em que estão solucionando os problemas apresentados pelo professor, mas também nos momentos em que formulam seus próprios problemas e indagações.