Olá! Seja bem- vindo ao meu blog! Meu nome é Débora Terezinha. Sou aluna da UFRGS no curso de Pedagogia PEAD 2014 Trabalho na E.E.E.F. João XXIII no bairro Niterói, em Canoas, atuando com o 5º ano do ensino fundamental, no turno da manhã e com o 1º ano do ensino fundamental, no turno da tarde, em regime de 40 horas semanais.
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sexta-feira, 22 de junho de 2018
PAULO FREIRE E A LEITURA DE MUNDO - TEXTO DE FREI BETO
A VIVÊNCIA DO ALUNO, O SEU COTIDIANO É O PONTO DE PARTIDA
"Ivo viu a uva", ensinavam os manuais de alfabetização. Mas, o professor Paulo Freire, com seu método de alfabetizar conscientizando, fez adultos e crianças, no Brasil e na Guiné Bissau, na Índia e na Nicarágua, descobrirem que Ivo não viu apenas a uva com os olhos. Viu também com a mente e se perguntou se a uva é natureza ou cultura." ( Frei Beto)
Impossível não se apaixonar pelo educador e pela educação que ele ajudou a construir. Ao ler este texto vemos a alma de Paulo Freire a nos mostrar todos os caminhos possíveis para que a educação seja bem sucedida. Paulo Freire nos descortina o mundo do ser indivíduo/sujeito que constrói verdadeiramente esse país e todas as outras nações do mundo. Não são os políticos ou os detentores do poder que constroem uma nação, mas sim os seus trabalhadores, os seus estudantes, os que produzem o pão que mata a fome e constroem as estradas que abrem os caminhos. Como pensar em educação fora desse contexto? Como pensar em educação encarcerado em quatro paredes de uma sala de aula, se as mentes que aprendem precisam estar conectadas com o mundo, com a cultura e com o contexto em que vivem no cotidiano? Eu sou mente que aprende no PEAD, sou mente que aprende na minha sala de aula, sou mente que aprende ouvindo o meu aluno falar de seus problemas familiares e ajudá-lo a encontrar as soluções para os seus desafios, sou mente que aprende ao procurar ver os tesouros escondidos nos olhos dos meus alunos. Olhos que trazem a cor das matas e a dor da exclusão nas senzalas do passado. Eu sou mente que aprende, quando finalmente entendo que ensinar é aprender a investigar, aprender a criar, aprender a respeitar as individualidades e que para ENSINAR, no contexto dos grandes educadores é aprender a ler o mundo.
Texto disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51541
Acessado em 22/6/2018
SOBRE A TEORIA DE HENRI WALLON
Henri Paul Hyacinthe Wallon nasceu na França e foi uma pessoa muito influente na política , foi psicólogo, médico e filósofo tendo desenvolvido desde jovem seu interesse em estudar os processos de desenvolvimento da criança, principalmente os que se referem as suas etapas de desenvolvimento mental e cognitivo. Para esse autor, assim como para Piaget, a criança passa por estágios onde desenvolve suas habilidades, porém ele esclarece que essas etapas não tem uma sequência rígida, podendo passar por crises que criam espaços em sua trajetória, não sendo assim muito fixas essas etapas. No estágio impulsivo-emocional que se estende do nascimento até mais ou menos os 12 meses de vida ele considera que a criança não se distingue como ser separado do mundo, mas vai aos poucos interagindo com o meio e que esse meio é o contexto onde essa criança se desenvolve.
Para GALVÂO (2000) Wallon esclarece que a criança, até os 3 anos de idade, está imersa no ambiente em que vive, dele sofrendo as influências e dele captando as experiências que influenciam em seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Antes que a criança aprenda a se comunicar através da linguagem falada, ela se envolve nos jogos de imitação, agindo e interpretando nas suas relações as maneiras de construir sua individualidade. Wallon estabelece que cada fase do desenvolvimento traz consigo seus conflitos, que influenciam no desenvolvimento, através das interações com o outro e que essas fases não se estabelecem em determinados limites ou cronogramas de tempo, tendo cada ser em particular, o seu tempo próprio de elaboração da consciência. A criança dos três meses de vida até os três anos, para Wallon, está no período denominado sensório- motor e projetivo. A inteligência se divide em inteligência prática, fruto da interação dos objetos com o próprio corpo da criança e inteligência discursiva, adquirida pela criança através da imitação onde ela se apropria da linguagem falada em torno de si. O estágio do personalismo que vai dos três aos seis anos de idade, mais ou menos, é o período onde a criança vai estabelecendo sua individualidade, construindo sua personalidade e a consciência de si mesma, onde tenta afirmar- se opor- se a autoridade do adulto. No estágio categorial, Wallon posiciona a criança com capacidades cognitivas capazes de auxiliar na abstração e na apropriação de conceitos importantes para a aprendizagem. No estágio da adolescência, com início mais ou menos aos onze ou doze anos de idade, a criança sofre as transformações físicas próprias da puberdade e passa por momentos conflituosos como a perda do corpo infantil e as metamorfoses físicas ocorridas. Nesse período a criança passa então a desenvolver a auto- afirmação e a sexualidade com os conflitos individuais e com o grupo familiar. Para Wallon, os processos de aprendizagem são ininterruptos e sempre o indivíduo passa de um estágio de aprendizagem para outro e assim sucessivamente, lembrando que acomodação e assimilação são processos válidos para uma etapa e ao surgir outra, novamente se iniciam os conflitos.
http://www.blogpsicologos.com.br/psicologia/desenvolvimento-humano/item/98-estagios-do-desenvolvimento-para-henri-wallon
sábado, 8 de julho de 2017
ESCOLA PÚBLICA
"MOMENTO SOMBRIO"
Uma expressão que me chamou a atenção no vídeo com a palestra do professor Carlos Roberto Jamil Cury, foi essa que coloquei como título da minha reflexão de hoje. A escola pública está vivendo um momento tenso em razão do momento político em nosso Estado e no País. Não há como não refletir sobre isso quando se fala em Escola Pública. A escola, por ser um espaço onde muitas ideias se cruzam é um espaço de construção de saberes e nossas escolas estão deixando a desejar quando formaram mentes incapazes de preservar o pensamento democrático e a proteção às Políticas Públicas que visam a formar cidadãos conscientes de seus direitos e cumpridores de seus deveres sociais. A história da educação no Brasil nos traz informações de que muito se lutou pela implantação e agora se luta para preservar suas conquistas. o professor da escola pública é prejudicado porque não se cumpre os projetos e as demandas criadas para melhorar sua condição. Não é bem remunerado e isso o esgota fisicamente e mentalmente pois precisa cumprir muitas horas de trabalho para que possa se manter e manter sua família.Além disso, a realidade precária das escolas que não permitem ao professor um bom desempenho de sua função e os recursos escassos para um bom desempenho propicia ao fracasso de seus alunos e consequentemente ao seu próprio fracasso. Muitas conquistas estão correndo o risco de nem serem implantadas, mesmo após quase vinte anos de sua criação e isso gera uma insegurança muito grande no trabalhador da escola pública.Lançando um olhar para a nossa história percebemos que a educação foi uma conquista que demandou muita luta e nos faz questionar: A quem interessa o seu retrocesso?
https://www.youtube.com/watch?v=n61sFnGI2p4
segunda-feira, 4 de julho de 2016
BRINCAR É IMPORTANTE PORQUE...
BRINCAR É
IMPORTANTE PORQUE...
As nossas mais
caras lembranças nos vem da infância. Os momentos de brincadeiras na infância
são aqueles que marcarão para sempre nossa memória. Não há quem esqueça das
brincadeiras em frente de casa, na rua com os amigos sob os olhares dos adultos
que nos cuidavam enquanto conversavam ,em épocas distantes no tempo porém
presentes em nossa memória como se fossem hoje.
Segundo a autora
Melinda Wenner, em seu livro Brincar é Coisa Séria (2011) a importância do
brincar está ligada a um desenvolvimento saudável da infância e que “incorporar
o lúdico ao cotidiano é fundamental para o desenvolvimento social, emocional e
cognitivo, tanto de crianças quanto de adultos; além de combater o estresse e
contribuir para aumentar a criatividade, diversão faz bem para a saúde do
corpo. “ Se é fundamental como podemos abrir mão desse recurso tão importante
para a formação de indivíduos saudáveis? A autora refere-se a uma pesquisa
desenvolvida por Stuart Brown, psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina
de Baylor, em Houston, nos Estados Unidos, sobre o incidente com um estudante
de Engenharia que fuzilou 46 pessoas no Campus da Universidade. Stuart Brown
foi indicado para estudar o caso e concluiu, após entrevistar muitos
criminosos, incluindo o estudante, que todos tinham em comum o fato de
pertencerem a famílias de alguma forma
violentas e que eram crianças que não tiveram a oportunidade de brinca, em sua
infância.
Todos nós
educadores sabemos da importância do brincar e do lúdico, na infância. Sabemos
que para construir regras e combinados em equipe o jogo é um excelente recurso.
Sabemos que através das brincadeiras livres as crianças constroem e elaboram
conceitos essenciais as suas relações familiares e futuras, como adultos.
Sabemos que as crianças, durante as brincadeiras, trabalham emoções
conflitantes vivenciadas no ambiente familiar e que algumas vezes podem ser
observadas pelo professor, fazendo com que este possa auxiliar a criança a
passar por essas situações ou até mesmo tomar as providências legais cabíveis.
Mas isso ainda não é o mais importante. A importância do brincar vai muito além
de tudo isso. Ela pode auxiliar na catarse de emoções conflitantes, na passagem
de fases importantes do desenvolvimento infantil e na construção de elementos
importantes para auxiliar com o desenvolvimento da sexualidade e para
ultrapassar fases egocêntricas, normais no desenvolvimento infantil. Através
das brincadeiras livres as crianças têm a oportunidade de vivenciar situações
importantes que as ajudarão a tomar decisões no futuro, a construir
relacionamentos saudáveis, a lidar com as frustrações naturais da experiência
humana.
As brincadeiras
infantis também podem ser aproveitadas para embasar conteúdos, desenvolver
importantes áreas motoras do corpo da criança, cerebrais e construir regras
sociais.
“ Certamente, jogos com normas são divertidos e garantem importantes
experiências e aprendizados, promovendo, por exemplo, melhores habilidades
sociais e coesão de grupos. Mas jogos têm uma regra primordial: organize e
obedeça, enquanto
brincadeiras livres não tem regras iniciais e, assim permitem mais respostas
criativas, afirma o psicólogo educacional Anthony D. Pellegrini, professor e
pesquisador da Universidade de Minesota nos Estados Unidos.” (Melinda Wenner-
2011)
A autora ressalta
que, nas brincadeiras livres, as crianças desafiam mais estruturas cerebrais importantes no
desenvolvimento infantil. Ao exercitar a imaginação a criança se torna capaz de
desenvolver habilidades que possibilitarão as
tomadas de decisões, a capacidade de lidar com situações novas e
desafiadoras, tão importantes na vida adulta em relações profissionais e
sociais, até mesmo familiares, quando enfrentando situações estressantes.
Proporcionando também uma forma de lidar com seus próprios sentimentos e quando
uma criança se recusa a brincar ela pode estar sinalizando situações
importantes pelas quais possa estar passando, e os professores que observem
atentos as brincadeiras infantis podem ter informações sobre o que essas
crianças passam em sua vida cotidiana e familiar.
Além das
brincadeiras livres também é importante trazermos para o cotidiano pedagógico,
os jogos e as brincadeiras dirigidas. Temos material riquíssimo em nosso
folclore, que pode proporcionar aos alunos momentos de ludicidade e aprendizado
com temas importantes retirados da sabedoria popular. Os brinquedos fabricados
pelos pais e avós em um tempo onde não existia a Indústria e os jogos
eletrônicos podem auxiliar a criança a compreender o passado , integrando
gerações. As brincadeiras folclóricas , principalmente as rodas cantadas
proporcionam momentos mágicos às crianças e aproximam os filhos dos pais e dos
avós, pois essas brincadeiras venceram o tempo e foram vivenciadas por muitas
gerações de crianças. As crianças sentem prazer em cantar e vivenciar brincadeiras
onde utilizam o corpo e dessa forma desenvolvem, brincando, importantes áreas
de seu corpo, como a motricidade e a lateralidade, além de ao cantar as
cantigas populares, com sua repetições fazem importantes exercícios que as
auxiliarão na apropriação da leitura e da escrita , habilitando para a
aquisição da consciência fonológica , tão importante na alfabetizção.
Os jogos
pedagógicos são importantes recursos para o professor pois auxiliam na fixação
de conteúdos, na avaliação individual, no diagnóstico de problemas e na
construção de combinados da turma. Através dos jogos pedagógicos, nós
professores, conseguimos dar aulas de forma prazerosa, saindo da rotina e
fixando conteúdos na memória, que de outra forma seriam mais difíceis.
Para as crianças o
brincar é uma forma de trabalhar situações, fixar conceitos, construir regras,
superar limitações, exercitar posições e situações de relações futuras. Então a
brincadeira, na verdade é um exercício de cidadania, é uma forma de vivenciar
na imaginação para atuar na realidade. È através da brincadeira com os colegas
que as crianças poderão aprender a ser pro-ativas e estabelecer relações que a
ajudarão nas escolhas futuras, nas decisões profissionais, nos conflitos
familiares, porque quem exercita a imaginação consegue ter decisões criativas e
que abrirão caminhos onde parecia não haver saída.
Referência:
WENNER, Melinda. Brincar é coisa
séria. Mente Cérebre. São Paulo: EDIOURO DUETO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII, n°
216, jan/2011 (pp: 26-35)
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