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sexta-feira, 22 de junho de 2018

AVALIAÇÃO


                                   MINHAS REFLEXÕES SOBRE A AVALIAÇÃO


    Quando vemos na charge dos animais, ninguém é igual e todos tem suas diferenças e aptidões. Uns conseguem subir em árvores, outros sabem nadar, outros são ótimos corredores, então como poderão ser todos avaliados pelos mesmos critérios? Na educação vemos assim também. Cada aluno é um ser individual, com suas vivências e experiências, que o transformaram no ser que é, com seu tempo de aprendizagem, com suas habilidades e competências. Não há como medir o conhecimento de cada um com um simples instrumento chamado prova, mas podemos constatar onde estão suas dificuldades se o acompanharmos através de um processo diário de acompanhamento e através dessas constatações podemos planejar atividades que o auxiliem a avançar. Assim vejo a avaliação, porém me questiono quando me deparo com avaliações do tipo SAERS/ ANA/ PROVINHA BRASIL, etc., porque são modelos de avaliação em grupo. E esses modelos acompanharão o aluno pois farão o ENEM, os VESTIBULARES e muitos concursos onde serão avaliados quantitativamente. Serão avaliados todos, com suas diferenças e especificidades, através de um único instrumento: a prova. Querendo ou não terão que mostrar seu domínio do conteúdo nesse instrumento de avaliação. Meus pequenos do primeiro ano foram avaliados em Português e Matemática, em função do Programa Mais Alfabetização, do Governo Federal e em cada prova tinha quatorze questões, onde os alunos deveria, demonstrar sua proficiência nos conteúdos de alfabetização. Achei complicado, cansativo para eles, mas para mim ensinou que devo preparar meus pequenos para essas avaliações que irão encontrar ao longo de toda sua vida escolar e profissional. 

PAULO FREIRE E A LEITURA DE MUNDO - TEXTO DE FREI BETO




    A VIVÊNCIA DO ALUNO, O SEU COTIDIANO É O PONTO DE PARTIDA 



    "Ivo viu a uva", ensinavam os manuais de alfabetização. Mas, o professor Paulo Freire, com seu método de alfabetizar conscientizando, fez adultos e crianças, no Brasil e na Guiné Bissau, na Índia e na Nicarágua, descobrirem que Ivo não viu apenas a uva com os olhos. Viu também com a mente e se perguntou se a uva é natureza ou cultura." ( Frei Beto)

    Impossível não se apaixonar pelo educador e pela educação que ele ajudou a construir. Ao ler este texto vemos a alma de Paulo Freire a nos mostrar todos os caminhos possíveis para que a educação seja bem sucedida. Paulo Freire nos descortina o mundo do ser indivíduo/sujeito que constrói verdadeiramente esse país e todas as outras nações do mundo. Não são os políticos ou os detentores do poder que constroem uma nação, mas sim os seus trabalhadores, os seus estudantes, os que produzem o pão que mata a fome e constroem as estradas que abrem os caminhos. Como pensar em educação fora desse contexto? Como pensar em educação encarcerado em quatro paredes de uma sala de aula, se as mentes que aprendem precisam estar conectadas com o mundo, com a cultura e com o contexto em que vivem no cotidiano? Eu sou mente que aprende no PEAD, sou mente que aprende na minha sala de aula, sou mente que aprende ouvindo o meu aluno falar de seus problemas familiares e ajudá-lo a encontrar as soluções para os seus desafios, sou mente que aprende ao procurar ver os tesouros escondidos nos olhos dos meus alunos. Olhos que trazem a cor das matas e a dor da exclusão nas senzalas do passado. Eu sou mente que aprende, quando finalmente entendo que ensinar é aprender a investigar, aprender a criar, aprender a respeitar as individualidades e que para ENSINAR, no contexto dos grandes educadores é aprender a ler o mundo.



Texto disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51541
Acessado em 22/6/2018



PLANEJAMENTO, AUTONOMIA E CRIATIVIDADE

                              “O menininho”
Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 


Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...


Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...


QUESTÕES SOBRE  O TEXTO “ O MENININHO” de Hellen Buckley

A) QUAIS SERIAM SEUS DESAFIOS FRENTE A ESSA CRIANÇA?
Como professora de séries iniciais já passei por muitas situações, mas, para mim, a mais triste é perceber que uma criança pequena traz consigo as marcas deixadas por uma prática autoritária. Meu maior desafio frente a essa criança seria trazer de volta sua espontaneidade, sua imaginação e sua criatividade. Penso que teria de investir em muitas histórias e momentos lúdicos com tintas, cores, modelagens e dobraduras. Através das brincadeiras e diálogos em que ele pudesse se expressar talvez pudesse apagar de sua memória esse bloqueio.
B) QUAIS ATIVIDADES VOCÊ, ENQUANTO PROFESSORA, DESENVOLVE COM SEUS ALUNOS DE MODO A POSSIBILITAR QUE ESTES CRESÇAM COM AUTONOMIA E DESENVOLVAM SUA CRIATIVIDADE?
Gosto muito de trabalhar com a Literatura Infantil, pois através das muitas leituras que faço para eles em sala de aula nós podemos dialogar e conhecer muitos personagens diferentes, nascidos da criatividade dos autores. Também propicio muitos momentos lúdicos em que trabalhamos com pinturas, modelagens, desenhos livres e dobraduras, onde criamos personagens e produzimos histórias coletivas. Sempre trabalho a escrita deles através de textos de autores conhecidos, de músicas próprias do folclore brasileiro, destacando palavras em que possamos desenvolver sua leitura e escrita.
C) QUE MARCAS DE SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA VOCÊ GOSTARIA DE DEIXAR NOS SEUS ALUNOS?
Com certeza o amor pela Literatura. Acredito que o gosto pela leitura se desenvolve em sala de aula através dos bons livros, das leituras deleite, das dramatizações de histórias conhecidas do universo infantil, como os contos de fadas e outras tantas obras brasileiras, africanas, indígenas, que sempre trazem grandes oportunidades de ensinamentos se soubermos adaptá-los e recriá-los para atender a cada realidade que temos em nossa sala, assim como a possibilidade de explorarmos autores e personagens de outros países, trazendo suas riquezas culturais para dentro da nossa sala de aula. Gostaria que meus alunos levassem para a sua vida adulta a imaginação e a criatividade tão necessárias em qualquer profissão que possam vir a exercer. Assim, trabalho em minhAs turmas, com muitos textos lúdicos e prazerosos.

O PAI DA DIDÁTICA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A ESCOLA CONTEMPORÂNEA



    Considerando que as ideias deste autor refletem uma metodologia onde a consideração e o respeito pelo estudante estão presentes, tirando o foco exclusivo da figura do professor e do conteúdo, que segundo sua didática, devem ser de acordo com a compreensão e a capacidade do estudante, cuidando a motivação, ensinando a cooperatividade, dentro de um contexto lúdico e prazeroso, que valorize as experiências do sujeito, sua trajetória, suas percepções e observações do mundo que o cerca, tendo a sala de aula como um laboratório, desenvolvendo um relacionamento de empatia e afetividade com os alunos, não são muitos os professores que estão inseridos nesse contexto de trabalho em nossas escolas. Muito pelo contrário, o que vimos ainda hoje são profissionais que tentam ser o centro do processo achando que o aluno é um depósito de informações dadas por eles e segundo sua visão de aprendizagem. Eu, apesar de saber que estou ainda muito longe de ser a mediadora que meu aluno precisa, procuro fazer com que ele seja mais ativo nesse processo, prOporcionando atividades pedagógicas que o façam pensar e não tantas  atividades repetitivas de memorização e cópia, porém, sabemos que nossa realidade ainda está longe de proporcionar aos alunos um ambiente realmente investigativo e motivador, pois nossos alunos hoje contam com uma diversidade 
e tecnológica muito grande e que compete com os materiais didáticos de que dispomos em nossas escolas públicas. Porém aos poucos vamos trazendo para dentro da nossa prática os recursos que possam enriquecê- La, mas ainda estamos engatinhando nesse processo. Embora tantos séculos nos separem de Comênio e sua Didática, muito de nossa prática ainda não bebeu em suas fontes. Sabemos o caminho, mas ainda não nos aventuramos a percorrê-lo. A contribuição de Comênio para a didática sempre estará marcada pela contemporaneidade e isso ele percebeu e procurou passar adiante, pois o ser que aprende, aprende interagindo em seu meio, investigando seu mundo e suas percepções desse mundo.

domingo, 1 de abril de 2018

CONTINHO

                                                COELHOS DE PÁSCOA COLORIDOS
    
     "Era uma vez uma linda sala de aula, decorada com esmero pela professora e muitas adoráveis criancinhas que escutavam atentamente a história contada pela professora, sobre Coelhinhos da Páscoa. Tudo parecia perfeito até que a professora pediu para que cada um desenhasse os personagens principais - COELHOS- e cada um desenhou mimosos coelhinhos, a sua moda e gosto. Seria perfeito se não fosse a discussão que se estabeleceu na sala: - "Professora! O D. fez o Coelho azul! Eu fiz branco, porque os coelhos da páscoa são branquinhos e de olhos vermelhos!". E outro disse: - "Não são não!Eu tenho um coelho cinza e minha mãe disse que ele é o Coelho da Páscoa!" E assim cada um  desenhou  e pintou seu Coelho da Páscoa como bem mandou sua imaginação e vontade! E a professora que estava ocupada a modelar e recortar orelhas branquinhas, de E.V.A,  para colocar em seus alunos, resolveu guardá-las no armário. Pegou muitas folhas de E.V.A coloridas! Vermelhas, rosas, azuis, laranja, cinza e até branco!E fez muitas orelhas coloridas para contentar todos os coelhinhos criativos que tinha em sua sala." Esse texto que escrevi é sobre uma situação vivenciada na minha sala de aula do primeiro ano e que me fez pensar no texto " O MENININHO", de Helen Buckley e que nos foi dado para reflexão na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação. Que Nossa Senhora das Pedagogas jamais permita a morte da imaginação em nossos menininhos e menininhas!