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sexta-feira, 22 de junho de 2018

PLANEJAMENTO, AUTONOMIA E CRIATIVIDADE

                              “O menininho”
Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 


Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...


Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...


QUESTÕES SOBRE  O TEXTO “ O MENININHO” de Hellen Buckley

A) QUAIS SERIAM SEUS DESAFIOS FRENTE A ESSA CRIANÇA?
Como professora de séries iniciais já passei por muitas situações, mas, para mim, a mais triste é perceber que uma criança pequena traz consigo as marcas deixadas por uma prática autoritária. Meu maior desafio frente a essa criança seria trazer de volta sua espontaneidade, sua imaginação e sua criatividade. Penso que teria de investir em muitas histórias e momentos lúdicos com tintas, cores, modelagens e dobraduras. Através das brincadeiras e diálogos em que ele pudesse se expressar talvez pudesse apagar de sua memória esse bloqueio.
B) QUAIS ATIVIDADES VOCÊ, ENQUANTO PROFESSORA, DESENVOLVE COM SEUS ALUNOS DE MODO A POSSIBILITAR QUE ESTES CRESÇAM COM AUTONOMIA E DESENVOLVAM SUA CRIATIVIDADE?
Gosto muito de trabalhar com a Literatura Infantil, pois através das muitas leituras que faço para eles em sala de aula nós podemos dialogar e conhecer muitos personagens diferentes, nascidos da criatividade dos autores. Também propicio muitos momentos lúdicos em que trabalhamos com pinturas, modelagens, desenhos livres e dobraduras, onde criamos personagens e produzimos histórias coletivas. Sempre trabalho a escrita deles através de textos de autores conhecidos, de músicas próprias do folclore brasileiro, destacando palavras em que possamos desenvolver sua leitura e escrita.
C) QUE MARCAS DE SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA VOCÊ GOSTARIA DE DEIXAR NOS SEUS ALUNOS?
Com certeza o amor pela Literatura. Acredito que o gosto pela leitura se desenvolve em sala de aula através dos bons livros, das leituras deleite, das dramatizações de histórias conhecidas do universo infantil, como os contos de fadas e outras tantas obras brasileiras, africanas, indígenas, que sempre trazem grandes oportunidades de ensinamentos se soubermos adaptá-los e recriá-los para atender a cada realidade que temos em nossa sala, assim como a possibilidade de explorarmos autores e personagens de outros países, trazendo suas riquezas culturais para dentro da nossa sala de aula. Gostaria que meus alunos levassem para a sua vida adulta a imaginação e a criatividade tão necessárias em qualquer profissão que possam vir a exercer. Assim, trabalho em minhAs turmas, com muitos textos lúdicos e prazerosos.

sábado, 8 de julho de 2017

PLANO DE AÇÃO

PLANO DE AÇÃO
METAS
OBJETIVOS
- Levantar as questões de pesquisa na turma, realizando o inventário dos conhecimentos da turma, levando em conta seus centros de interesse, com a finalidade de construir um projeto de aprendizagem;
- Elaborar o diário de bordo levantando as dúvidas e certezas, as certezas provisórias e a organização das ideias e as coletas de informações;
- Pesquisar conceitos através de leituras deleite e leituras para coleta de informações;
- Esquematizar os conceitos aprendidos e socializar os temas através de elaboração de um mapa conceitual simplificado e de forma coletiva.
               PERÍODO DE REALIZAÇÃO
- Maio e junho de 2017;
DESENVOLVIMENTO DAS METAS
- Após explicar para a turma sobre o significado de um projeto de aprendizagem foi proposto que os alunos fizessem perguntas das quais gostariam de encontrar as respostas. Que não se preocupassem em responder mas em perguntar. Nesse momento surgiram então as mais diversas perguntas, perguntaram de tudo. O que motivou bastante diversão nas turmas. Digo turmas porque realizei a mesma proposta com o primeiro e com o quinto ano.
Como estávamos em meio a um projeto solicitado pela direção em que fosse trabalhado o tema literatura e família acabei escolhendo  entre as questões de pesquisa propostas aquelas que pudessem ser contempladas dentro do projeto de estudos da escola. Ficaram então as seguintes questões; Para o quinto ano – O que é família? – O que é Planeta Terra? – O que é trabalho? E para o primeiro ano: - O que é família? – Como nascem as plantas? Por que o bolo cresce? Nas duas turmas foi feita a questão sobre família apesar de o tema ter surgido originalmente de uma questão proposta por uma menina do quinto ano, em que a mesma qustionou: Por que meu pai está preso e minha mãe me deu um padrasto? A pergunta no primeiro momento chocou a turma e ficamos em silêncio por um momento. Depois de me recuperar do susto, propous a turma que conversassemos sobre todas as suas famílias e como eram configuradas. Respondi a aluna que eu não sabia responder a sua pergunta mas que iríamos pesquisar e tentar compreender como as famílias se formam e os problemas que enfrentam. Foram utilizadas metodologias de pesquisa e o autor Monteiro Lobato com os personagens do Sítio do Pica- pau Amarelo com as duas turmas, vito que o Sítio é um ambiente onde convivem harmoniosamente muitas personagens diferentes e a figura central é uma avó. Situação comum enfrentada por muitas famílias em nossa comunidade , onde a avó cria os netos, o pai é figura ausente e a mãe muitas vezes envolvida em outros assuntos ou relacionamentos e até mesmo drogatição.  Foram elaborados, em grupo os mapas conceituais, onde foram colocados os conceitos aprendidos. Com o primeiro ano trabalhamos as questões familiares, pesquisamos sobre as diferentes configurações de famílias e para responder as outras duas questões decidimos fazer o bolo da Tia Nastácia e a Horta do Sítio, assim poderíamos observar os processos e aprender. Fizemos o passo a passo da receita em um esquema com desenhos visto que muitos não sabem ainda escrever. E para a compreensão da questão que envolve as plantas estão observando as etapas do crescimento na Horta, fazendo desenhos de cada etapa e tirando conclusões. As próprias crianças realizam a rega diária das hortaliças semeadas e dos temperos.

Sobre o mapa conceitual família, foi elaborado um esquema onde centralizado o vocábulo família e após os conceitos encontrados e inferidos, como por exemplo: Família” é um conjunto de pessoas que se amam, vivem juntos, e nem sempre tem o mesmo sangue”; Família “é uma pessoa que cuida e ama e outras que são cuidadas e amadas; famílias trabalham juntas e vivem juntas, mas nem sempre tem o pai e a mãe, as vezes tem dois pais, duas mães ou só uma vovó.”








domingo, 26 de junho de 2016

QUESTÕES NO FORUM

A edição número 41 da revista da Feneis (2011) traz em uma chamada as seguintes questões: 
Qual a melhor escola para as crianças surdas?
Existe cultura surda?
A escola bilíngue é segregacionista?
Questões de relevante importância para a Educação e que devem ser sempre refletidas e darem prioridade para que as comunidades surdas se manifestem. Que essas comunidades possam participar de toda e qualquer discussão que as envolvam. O Bilinguismo deve ser refletido como o melhor caminho para a educação dos surdos e para que os ouvintes possam aprender a se comunicar com os surdos. Deve ser como a aprendizagem de um segundo idioma para nós ouvintes.