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terça-feira, 21 de julho de 2020

REVISITANDO POSTAGENS 2019/2018

POSTAGEM 04
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DATA: 2018/1

 REVISITANDO MINHAS REFLEXÕES SOBRE A AVALIAÇÃO


    " Quando vemos na charge dos animais, ninguém é igual e todos tem suas diferenças e aptidões. Uns conseguem subir em árvores, outros sabem nadar, outros são ótimos corredores, então como poderão ser todos avaliados pelos mesmos critérios? "
     Durante o estágio pude comprovar na prática essa questão que me propus na postagem de 2018. Tive uma turma com três alunos de inclusão e com diferenças bem marvantes nas questões de aprendizagem. Cada um deles trazia suas diferenças, porém estavam inseridos em uma turma onde as avaliações eram feitas da maneira tradicional. Eu como professora tinha autonomia para planejar e avaliar como bem me aprouvesse e gostaria de avaliar por suas aptidões, utilizando critérios variados e instrumentos que realmente mostrassem uma aprendizagem. Dessa forma, com muito respeito pela aprendizagem de meus alunos, fui testando formas de interação com eles, fazendo trocas que os motivassem e propostas interessantes que chamassem a atenção deles, sem os expor a críticas e construindo com eles as estratégias de aprendizagem, permitindo que tivessem a liberdade de aprender em seu tempo e com os recursos que escolhessem. Os jogos pedagógicos foram uma das alternativas de avaliação pois nos momentos das interações em equipe todos podiam mostrar suas habilidades e serem avaliados através da cooperatividade, agilidade no raciocínio, atitudes e produções em equipe.  Nesse sentido aprimorando o que cada um sabe e valorizando o que cada um tem de melhor em suas competências.


REVISITANDO POSTAGENS 2019/2018


POSTAGEM 03
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DATA: 2018/1


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    Analisando essa postagem onde eu refletia sobre o texto  “ O MENININHO” de Hellen Buckley, proposto pela interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, eu reafirmo meu olhar de respeito sobre a individualidade dessa criança que é meu aluno, sobre sua personalidade, sua bagagem, seus conhecimentos e principalmente sua maneira de aprender, pois não há uma receita de aluno, há individualidades e cada um aprende de acordo com seu desejo de aprender. Explico: Todos querem aprender e conhecer o mundo, as letras, as leituras, mas nem todos conseguem mergulhar nesse aprendizado da mesma forma. Suas diferenças não precisam ser sinônimos de fracasso como vemos muito em nossas escolas. Acredito que eu posso aceitar as diferenças entre meus alunos e na sua maneira de pensar e ver o mundo. Em meu estágio me propus a trabalhar com as tecnologias. Tinha para mim que todos os alunos gostavam das tecnologias digitais e que se sentiriam a vontade realizando atividades que envolvessem esses recursos, mas na verdade não foi bem assim. Cada aluno apresentava uma maneira de lidar com esses recursos. Muitos tinham até vergonha de aparecer em fotos e vídeos e cada um foi respeitado em sua aptidão, trabalhando na sala de aula de acordo com ela. Meu amor pela literatura, consegui passar aos meus alunos, fazendo-os ver a literatura através do cinema e das suas lindas histórias. Essa marca acho que consegui deixar neles. Refletimos sobre os variados textos, da forma como eles queriam, através dos vídeos propostos. Explorar suas potencialidades utilizando recursos de seu cotidiano, como os smartphones. A principal marca que procurei deixae foi a liberdade que cabe no aprendizado. Tive três alunos com diferentes especificidades em seus laudos, porém o rótulo pior foi o de que não sabiam escrever, eles não só aprenderam a escrever e a gostar de ler, como também prederam o medo de mostrar suas produções aos outros, pois publicaram seus textos em um blog. Isso, para mim, foi uma grande conquista, mas o que mais me fez refletir na educação é:  por que os alunos precisam viver de cópias em cadernos para que aconteça a aprendizagem? Seus registros escritos  foram todos no celular. Nessa sala de aula não tiveram rótulos.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

REVISITANDO POSTAGENS 2019/2018


POSTAGEM 02
DATA: 2018/1

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O PAI DA DIDÁTICA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A ESCOLA CONTEMPORÂNEA

    Ao escolher essa postagem onde comento sobre o pensamento de Comênio, ainda não tinha muito firme a ideia de inovação pedagógica e o quanto esse autor, apesar da distância no tempo que há entre nós, já nos chamava a atenção para as metodologias ativas, pois somente assim podemos trabalhar respeitando as especificidades dos alunos, respeitando sua diversidade e vivência socio-cultural, considerando que o aluno é um indivíduo que traz consigo suas diferenças. Cada aluno, sendo diferente do grupo que o rodeia aprende de forma própria e diferenciada e cabe ao professor propiciar momentos para que essas aprendizagens ocorram, se colocando não como o centro do processo de aprendizagem, mas como um mediador e facilitador desse processo, tendo para isso sua atenção voltada ao aluno, trazendo metodologias que o motivem e satisfaçam sua curiosidade, despertando o desejo de aprender. Agora, em meu estágio, reflito sobre Comênio e ideias, pensando que as tecnologias digitais são as ferramentas do meu tempo e que meus alunos são sujeitos nascidos nesse meio digital que permeia toda nossa sociedade e que são atingidos pelas mídias em todas as suas descobertas desde o nascimento e que portanto, esses recursos não podem faltar para a aprendizagem dos alunos do século XXI. As salas de aula, nesse sentido, serão laboratórios para que os alunos conectados com o mundo, tenham desejo de aprender, porém o professor será sempre o mediador desse processo.








domingo, 14 de junho de 2020

REVISITANDO POSTAGENS 2019/2018



REVISITANDO POSTAGENS  - 01
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DATA: 2018/1

INÍCIO DE SEMESTRE
Começando um novo semestre e colocando as minhas impressões sobre o momento que vivia, como professora da rede estadual e das dificuldades que então atravessava com salário parcelado, com muitas dificuldades financeiras e a vontade de mudar de caminho, de mudar a profissão...mas que a vontade de prosseguir ainda era mais forte. Hoje, em 2020, estamos isolados em nossas casas, aprendendo como lecionar das mais diversas formas, que possibilitam um contato com nosso aluno, wattsapp, Messenger, tarefas por email. Estamos há quase 90 dias, sem contato com a escola, isolados, por causa de uma pandemia e quando eu termino de escrever essa frase, ainda não consigo acreditar que isso esteja acontecendo conosco. Meu salário, de tanto parcelarem, de tantos empréstimos para conseguir manter os pagamentos das contas básicas, hoje não vejo mais pois se perde quando entra na conta do Banrisul, indo tapar os diversos furos formados de juros e mais juros. Já não lamento tanto, pois o básico hoje é o essencial. E o básico não falta. Minhas filhas não deixam faltar nada em casa. Estamos isoladas, tentando sobreviver ao vírus. Todas as aulas que tive no curso, sobre as Inovações pedagógicas e o uso das tecnologias na sala de aula ajudaram, mas foram poucas para me preparar para esse momento...Google Sala de Aula, é a nossa realidade...Aulas remotas, aulas programadas, atividades por email e áudios, muitos áudios, dos alunos, "to com saudade, profe". Eu também...

domingo, 17 de fevereiro de 2019

REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO DE SALA DE AULA INVERTIDA

                                                        

POSTAGEM DE JUNHO DE 2018
                                 

PLANEJAMENTO, AUTONOMIA E CRIATIVIDADE

                              “O menininho”
Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 


Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...


Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...
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REVENDO ESSA POSTAGEM NÃO PUDE DEIXAR DE REFLETIR SOBRE ESSA QUESTÃO:
Hoje temos os menininhos com smartphones nas mãos ...e o que faremos para que nossas aulas possam se tornar interessantes para esses menininhos? Como ajudá-los a descobrir seus potenciais sem fugir de seu contexto de vida? Como fazer frente às tecnologias sem deixar de descortinar caminhos criativos? Para essa reflexão trouxe um texto que escrevi na Interdisciplina Cultura Digital e Mídias Móveis na Educação da professora Cíntia Boll:


   “Aula invertida”

    No vídeo, o que é discutido sobre a importância da “aula invertida” é a questão da aprendizagem efetiva do aluno, a otimização do tempo do professor e o desenvolvimento de competências que somente essa metodologia pode dar aos alunos, como a questão de que o conceito   de sala de aula muda quando se pensa no papel do professor na atualidade. Repensando esse papel, questionando a sua atuação como docente, foi que se chegou ao que se chama de sala de aula invertida. Esse método, no meu entendimento otimiza a tempo do professore, ao mesmo tempo que possibilita aos alunos terem um conhecimento prévio daquilo que será tratado em sala de aula. O que considerei interessante e positivo é que nas três etapas que os professores do vídeo citam, há uma pré - aula, onde o aluno pode acessar o material enviado referente ao estudo, que pode ser um vídeo ou um texto disponibilizado pelo professor, há a etapa posterior onde o professor em poucos minutos pode avaliar o conhecimento dos alunos através de um teste pequeno sobre o material enviado. Isso pode levar a uma terceira etapa muito mais consistente, em que o professor parte diretamente para os estudos de caso. Isso torna o aluno muito mais dinâmico, proativo e protagonista de sua aprendizagem. “A sala de aula não é um palco do professor. O professor é um articulador”
    A escola já precisa ir trabalhando com o aluno essa metodologia ativa da sala de aula invertida pois o aluno irá desenvolvendo autonomia, disciplina que ao chegar nos cursos superiores já terá essas competências chamadas transversais, somente desenvolvidas com uma metodologia de ensino em que o aluno não seja um ser passivo, mas sim um protagonista. Exemplo desse protagonismo no meu entendimento seria o desenvolvimento de competências como proatividade, autonomia e disciplina, bem como o aluno buscar aprender através de contatos com os colegas, em grupos de estudos, chats, fóruns, etc., o que lhe faria também responsáveis pelo próprio conhecimento. No vídeo foram trazidos exemplos de uso da tecnologia móvel em turma, onde todos responderiam aos testes e o professor em minutos poderia ter um feedback do aprendizado da turma, mas penso que poderíamos também utilizar as tecnologias para através das redes criar chat de conversas entre os alunos, para resolução de estudos de casos.

PAULO FREIRE




                                                    À SOMBRA DE UMA MANGUEIRA

     Neste texto, Paulo freire enfatiza a relação dialógica como uma prática fundamentada na curiosidade. A curiosidade, a vontade de conhecer, de se relacionar com o objeto a ser conhecido e aprendido é inerente a vida e ao que está vivo. Ele se pergunta o que será o futuro em termos de interação social e na busca permanente do ser em construção, o sujeito histórico. O autor coloca que o ser inacabado se faz naturalmente um ser educável, porém precisa para isso ter consciência de ser inacabado enquanto processo e a curiosidade é o que o desafia a ser, a buscar, a compreender para explicar. Para Paulo Freire, somos seres questionadores por natureza e a nossa pergunta não pode ser calada por uma prática educativa castradora e que não permita ao aluno se manifestar. Que a prática pedagógica permita a pergunta, que o teórico possa se construir a partir do concreto no fazer científico. O autor ressalta que o espaço escolar e o projeto educativo sério, precisam ser pautados pelas perguntas, pelo envolvimento questionador do educando. Que através da observação, da investigação e da busca para se apropriar do objeto do conhecimento, o aluno se sinta como sujeito construtor e não manipulado pelo sistema. O papel do educador, reflete Paulo Freire é despertar a criticidade, a capacidade de pensar, de argumentar e não de tornar o aluno um ser instrumentalizado para obedecer às classes dominantes. Suas inquietações e indagações, também refletem sobre a necessidade de se valorizar o professor, enquanto profissional, com dignos salários e que possa se capacitar para que só então possa se lhe cobrar mais eficácia e eficiência.

DEZEMBRO DE 2017

https://lavitamiajoaozinho.blogspot.com/2017/
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    Educador reconhecido e detentor de grandes premiações no mundo inteiro, Paulo Freire nos dá a exata concepção do que deve ser um projeto de ensino. O mestre nos ensina a partir das indagações e das realidades inseridas nas nossas salas de aula. Não há como se ter uma receita pronta do que seria o fazer pedagógico pois esse fazer se constrói através das pessoas que estão dentro da minha sala de aula, suas vidas, suas histórias e suas vivências lhes ensinarão sobre suas inquietações e seus aprendizados guardados em bagagens onde a curiosidade do outro vai visitar. Somos todos aprendizes dentro de uma sala de aula. O professor é simplesmente o mediador que vai ajudar a direcionar as perguntas com quem tem as respostas. Não há como falar em aprendizagem sem levar em consideração as relações construídas no espaço escolar e fora dele, nas comunidades onde vivem os alunos e todos que participam da Escola. No Eixo VIII tive uma interdisciplina com a professora Cíntia - Educação a Distância e Ambientes de Aprendizagem, onde nos foi solicitado que colaborássemos na produção de uma WIKI. Assistimos o vídeo proposto pela professora e fizemos a leitura de um texto muito elucidativo e que me fez recordar essa postagem sobre o texto de Paulo Freire. Destaco um pequeno trecho em que me fez refletir sobre as concepções de aprendizagem que trazemos e que são centradas na transmissão de conhecimentos, onde o aluno é ouvinte passsivo, e o quanto isso está distante da realidade, conforme o autor, podemos concluir que o aluno está repleto de "palavras e contextos" :

"Eu creio no poder das palavras, na força das palavras, creio que fazemos coisas com as palavras e, também, que as palavras fazem coisas conosco. As palavras determinam nosso pensamento porque não pensamos com pensamentos, mas com palavras, não pensamos a partir de uma suposta genialidade ou inteligência, mas a partir de nossas palavras. E pensar não é somente “raciocinar” ou “calcular” ou “argumentar”, como nos tem sido ensinado algumas vezes, mas é sobretudo dar sentido ao que somos e ao que nos acontece" . ( TRECHO DO TEXTO: Notas sobre a experiência e o saber  de experiência de Jorge Larrosa Bondía,  Universidade de Barcelona, Espanha Tradução de João Wanderley Geraldi Universidade Estadual de Campinas, Departamento de Lingüística).

Disponível em:


http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n19/n19a02.pdf